Adaptar significa ajustar, acomodar. Toda mudança de rotina, de atividade ou de ambiente requer uma adaptação, tanto das crianças, como dos pais, dos cuidadores, das professoras, da turma. É um momento delicado que envolve a todos.
Como ocorre a adaptação? Primeiramente, adaptar é um processo, não um evento. Ou seja, transcorre no tempo. Algumas crianças podem levar mais tempo que outras, e isso é normal. Cada uma no seu tempo e na sua intensidade.
Para se adaptar, é preciso haver confiança, que se dá através dos vínculos afetivos que se desenvolvem aos poucos. Quanto mais confiança os pais demonstrarem na escola e professoras, mais a criança sentirá confiança e propensa a se adaptar mais rapidamente.
Através da ludicidade, o processo adaptativo acontece mais eficazmente. Brincadeiras, jogos, faz de conta são ferramentas que utilizamos em nossas aulas de balé para que as crianças fiquem mais acomodadas à escola.
A criança se comunica com o corpo. Choro, recusa, agitação ou silêncio são formas de expressão. Acolhemos essas manifestações, compreendendo que fazem parte do processo de adaptação.
Acreditamos ser importante que a criança seja apresentada às professoras por seus pais ou por alguém de sua confiança, favorecendo uma primeira aproximação e sensação de segurança. A partir desse momento inicial, é fundamental que os pais se afastem gradualmente, permitindo que o vínculo entre aluna e professora se construa de forma natural e saudável.
Uma comunicação aberta entre pais e professores fortalece o processo de adaptação. Relatos sobre os comportamentos das crianças, tanto em sala de aula como em casa, ajudam no entendimento de como a criança está experienciando a nova rotina.
As mudanças podem gerar desconforto. Primeiramente, sentimos tudo aquilo que perdemos. Somente com o tempo vamos percebendo os novos ganhos.